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Região registra o primeiro caso de febre amarela em humano

Um homem de 29 anos, morador de Imbituba, é o primeiro caso da região de febre amarela em humano. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC) e divulgado nesta segunda (3) pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC).

Por nota, a Dive explica, no entanto, que apesar de ser morador de Imbituba, o local provável de infecção (LPI) do homem foi em Urussanga. Ele está internado no Hospital Nereu Ramos, na capital.

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Dos sete casos confirmados da doença nesse ano em SC, dois não resistiram e foram a óbito. O primeiro foi um homem, de 34 anos, morador de Águas Mornas, na Grande Florianópolis. O outro, de um morador de 59 anos, de São Bonifácio, também região da Grande Florianópolis.

Os outros casos já confirmados são de Taió, Águas Mornas, Anitápolis e Blumenau.

Segundo a Dive, nenhum dos casos confirmados tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

Vacinação

A melhor forma de prevenir a febre amarela é com a vacinação. “Todos os moradores de SC com mais de nove meses devem ser imunizados. A dose está disponível nos postos de saúde”, destaca Arieli Schiessl Fialho, gerente de imunização da Dive/SC.

A febre amarela é doença infecciosa febril aguda. Em ambiente silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus. No ciclo urbano, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti.

Os macacos, que vivem no mesmo ambiente silvestre que os mosquitos, são as primeiras vítimas da doença. “E é por esse motivo que é importante que a população comunique a Secretaria Municipal de Saúde ao encontrar um macaco morto ou doente. Isso nos ajuda a acompanhar a circulação do vírus pelo estado”, explica Renata Gatti, bióloga e coordenadora do Programa de Vigilância da Febre Amarela em SC.

Os principais sintomas da doença são: início abrupto de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas e vômitos, fraqueza e cansaço, dor abdominal e icterícia (pele amarelada).

“Ao apresentar algum sinal ou sintoma, é importante procurar atendimento médico imediatamente. É importante também relatar no atendimento se é morador de borda de mata ou se realizou alguma atividade em matas nos últimos dias e se não tem a dose da vacina”, alerta João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive/SC.

Fonte: SulAgora

Por: Deivis W. Fernandes / RCNoticia

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