Prefeito de Lauro Müller está afastado do cargo por suspeita de fraude em contratação de empresas

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Prefeito de Lauro Müller está afastado do cargo por suspeita de fraude em contratação de empresas

Além do prefeito, outros agentes públicos e empresários são investigados pelo MPSC. Operação deflagrada nesta segunda-feira cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro cidades catarinenses.O prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella (PP), foi afastado do cargo na manhã desta segunda-feira (2) por determinação da Justiça. O afastamento ocorreu a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que investiga possíveis crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva que teriam sido cometidas por servidores públicos e empresários de Lauro Müller.

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Uma operação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira em decorrência dessa investigação e cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Lauro Müller, Orleans e Criciúma, no Sul do estado, e em São José, na Grande Florianópolis.

Em Lauro Müller os agentes estiveram na prefeitura e em uma empresa.

Até a tarde desta segunda-feira, o MPSC não detalhou quantos agentes públicos e empresários investigados, que materiais foram apreendidos e em quais cidades. A Prefeitura de Lauro Müller informou por meio da assessoria de imprensa que não vai se manifestar por enquanto.

De acordo com o Instituto Geral de Perícias (IGP), que também participa da operação, planilhas e contratos estão entre os materiais apreendidos.

Até a tarde desta segunda, peritos estavam realizando cópias dos documentos armazenados em computadores, servidores e celulares para confeccionar laudos e repassar ao MPSC.

Segundo o MPSC, a investigação apontou irregularidades na contratação de empresas que prestaram serviços com máquinas e execução de obras de engenharia para a Prefeitura de Lauro Müller nos últimos três anos.

O nome da operação foi denominado Seguindo o Rastro, pois a cidade fica ao pé da Serra do Rio do Rastro e em alusão aos “vestígios deixadas pela trama ilícita”, apontou o MPSC, que não passou detalhes sobre a investigação.

Participam da operação o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e a Subprocuradoria-Geral de Justiça, além do Instituto Geral de Periciais (IGP), promotores de Justiça, policiais Militares, Civis e Rodoviários Federais.

Fonte: G1