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Polícia de SC investiga denúncia de racismo em escola; tranças de menina teriam sido cortadas

 

A Polícia Civil instaurou um auto de apuração de ato infracional para apurar uma denúncia de racismo em uma escola estadual de Pedras Grandes, no Sul do estado. A mãe da menina procurou a delegacia na tarde desta terça-feira (16), seis dias após publicar um vídeo com pedido de ajuda nas redes sociais. O caso ocorreu em 3 de novembro, informou o delegado Willian Meotti.

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“É investigado como ato infracional análogo ao crime de injúria racial. A suposta autora, acompanhada de responsável legal, será ouvida durante essa semana”, disse Meotti.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a mãe da menina relata que a filha teve as tranças do cabelo cortadas por uma colega dentro da sala de aula e que a jovem não quer mais voltar à escola.

“A minha filha usa trancinhas e uma colega cortou as tranças dela. A minha filha virou para trás e perguntou por que ela tinha cortado e a menina falou que quis cortar e que o cabelo da minha filha era de negro e que era ruim”, desabafa.

 

“Quando chegou no outro dia, aconteceu o mesmo incidente dentro do ônibus escolar. Minha filha chegou dentro de casa chorando desesperada, que não queria mais ir para a escola”, conta.

As advogadas Alice Reis e Letícia Favarin informaram que a adolescente está em casa e que se recusa a voltar para a unidade de ensino.

“Hoje, como procuradoras, nos dirigimos até a escola, para que esta prestasse todo suporte virtual a menina, para assim não perder as atividades”, disse Alice.

 

A Secretaria de Estado da Educação afirmou em nota nesta terça que “está apurando todos os fatos e tomando providências desde que foi informada de uma denúncia de racismo envolvendo estudantes de uma escola da região”.

Também afirmou que “está orientando a coordenadoria regional e a equipe gestora da unidade escolar para que tomem todas as medidas administrativas e pedagógicas cabíveis diante do caso. Também garante todo apoio à vítima e preservação da identidade dos envolvidos”. Por fim, disse que “lamenta e repudia qualquer ato de violência”.

Foto: Cristina Zelma/Arquivo Pessoal

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