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Pedras Grandes: Jovem que sofreu racismo ao ter trança cortada por colega não quis mais ir à escola

 

O caso da adolescente que teve as tranças dos cabelos cortados dentro de uma sala de aula em Pedras Grandes foi encaminhado ao Ministério Público, após investigação realizada pela Polícia Civil.

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De acordo com a denúncia realizada pela mãe da adolescente, além de ter os cabelos cortados, a jovem também foi agredida verbalmente e teve sua máscara cortada: o ato ocorreu em uma escola estadual por volta do último dia 3 de novembro, e foi tratado pela polícia como infração análoga ao crime de injúria racial.

A denúncia aconteceu seis dias depois da mãe publicar um vídeo em suas redes sociais relatando o ocorrido. “A minha filha usa trancinhas e uma colega cortou as tranças dela”, revela o vídeo. “A minha filha virou para trás e perguntou por que ela tinha cortado e a menina falou que quis cortar e que o cabelo da minha filha era de negro e que era ruim”, desabafou.

De acordo com a advogada que representa a vítima, a família já estava de mudança, e a situação de racismo fez com que acelerassem o processo. A estudante, agora vivendo em uma cidade da Grande Florianópolis, não quer mais retornar às aulas presenciais.

Segundo o vídeo, a agressão foi cometida por outra jovem, de cerca de 13 anos de idade, e a jovem que teve o cabelo cortado foi até a professora para relatar o incidente, mas nada foi feito.

No dia seguinte, uma situação similar de agressão aconteceu dentro do ônibus escolar: quando a jovem chegou em casa chorando e afirmando que não queria mais ir à escola que a mãe enfim tomou conhecimento da situação, e procurou a coordenação da escola.

Ainda segundo o vídeo, inicialmente nenhuma ajuda foi oferecida à adolescente pela escola, que também não havia feito nada para contornar a situação.

“Eu preciso que alguém me ajude, porque infelizmente a escola não fez nada. Não chamaram a minha filha, não perguntaram como ela tava, não foi feito nada”, diz a mãe, que também revelou que a filha pediu que todas as tranças de seu cabelo fossem desfeitas.

Em nota, a Secretaria de Educação do estado afirmou que “orienta a coordenadoria regional e a equipe gestora da unidade escolar para que tomem todas as medidas administrativas e pedagógicas cabíveis diante do caso.

Também garante todo apoio à vítima e preservação da identidade dos envolvidos”. Segundo a Polícia Civil, por se tratar de situação envolvendo adolescentes, as provas foram colhidas e encaminhadas ao Judiciário e ao Ministério Público.

Com informações de MSN Notícias

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