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Governo alerta escolas para intensificar cuidados devido ao avanço da Delta

O avanço da variante Delta em Santa Catarina fez com que a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) emitisse um alerta para escolas do Estado, com medidas a serem adotadas para evitar a propagação da nova variante, 97% mais transmissível que o coronavírus original.

As condutas vão desde regras para o uso de ventiladores até a reserva de salas para isolamento e o treinamento de profissionais (“pontos focais”) para conduzir as ações ao identificar alunos com sintomas gripais.

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A Dive já confirmou a transmissão comunitária da Delta em Santa Catarina – quando não é mais possível identificar a origem. Dos 63 casos confirmados, 26 transmissões ocorreram dentro do Estado e sete foram importadas. Há ainda 30 casos em investigação. Três dos casos confirmados da Delta foram na região, em Tubarão, Capivari de Baixo e Garopaba.

Dos 63 casos confirmados no Estados, três são adolescentes – um jovem de 12 anos e outros de 17 anos.  A maior parte dos registros atinge moradores dos grupos etários de 20 a 29 e 30 a 39 anos – 17 casos foram registrados em cada uma das faixas etárias.

Medidas

Uma das medidas prevê que o estabelecimento deve disponibilizar “uma sala de isolamento para casos que apresentem sintomas de síndrome gripal” e promover o isolamento imediato, com supervisão de responsável. Com os pequenos, deve-se também comunicar imediatamente os pais. Um fluxo de saída da instituição pelos pacientes suspeitos deve ser definido pela escola.

A orientação é que os casos de síndrome gripal sejam afastados e encaminhados ao serviço de saúde. Aqueles confirmados com covid-19 devem ficar fora das escolas por um período de dez dias após os sintomas e retornar após, pelo menos, 24h sem febre ou sintomas respiratórios. Já as pessoas com infecções graves de Covid-19 devem permanecer afastadas por 20 dias após início dos sintomas.

Entre os alunos de 0 a 6 anos, todo o grupo deverá ser afastado por 14 dias após caso suspeito ou confirmado. A Dive ressalta que as barreiras de proteção coletivas são mais frágeis entre os pequenos.

As aulas deverão ser suspensas por até duas semanas em caso de surto de Covid-19. Eles ocorrem quando há pelo menos três ou mais infecções confirmadas na mesma sala ou ambiente dentro de um período de 14 dias desde o inicio dos sintomas do primeiro caso.

Etiqueta reforçada

A promoção da vacinação, conforme o avanço das campanhas, e das medidas de proteção deverá ser intensificado nas escolas. Máscaras devem ser utilizadas por todos trabalhadores e alunos de seis anos ou mais, sendo supervisionado para os pequenos de três a cinco anos. É somente dispensado aos menores de três anos e aqueles com dificuldade.

Aos trabalhadores recomenda-se uso dos tipos N95 e PFF2. O distanciamento mínimo deverá ser mantido em 1m dentro das salas de aula e de 1,5m nos demais ambientes. Demais etiquetas, como evitar aglomerações, lavagem frequente das mãos e etiqueta respiratórios deverão ser intensificados.

A ventilação deve ser melhorada, mantendo janelas e portas abertas e ventiladores ligados. Estes últimos devem ser configurados para baixa velocidade e direcionados aos cantos desocupados. A orientação é que os ventiladores de teto sejam ligados no fluxo reverso, “mandando o ar” para cima Deve-se evitar que o vento flua de uma pessoa para outra.

Por que a Delta preocupa?

A nota técnica lista uma série de estudos que atestam a gravidade da Delta: a possibilidade de aumento substancial de casos com risco de saturação do sistema de saúde (OMS) e transmissibilidade cerca de 97% maior que a original e risco de internação duas vezes maior (Imperial College de Londres).

Fonte: Sul Agora

Por: Deivis W. Fernandes / RCNoticia

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