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Família se manifesta após laudo do IGP apontar a causa da morte do lauromüllense Alisson Luís Alves

O Instituto Geral de Perícias (IGP) atestou que o óbito de Alisson Luís Alves, 41 anos, ocorreu por asfixia mecânica. O fato se deu durante abordagem policial, na Praça Celso Ramos, na tarde desta terça-feira, dia 26, sendo presenciado por pessoas que passavam pelo local. O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados e tentaram reanima-lo, mas sem sucesso.

Confira a nota emitida pela família de Alisson:

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“Neste momento, ainda em choque, com imensa tristeza e imensa dor, a família se manterá aguardando o laudo oficial e as investigações preliminares para através de seus advogados Dr. Odirlei de Oliveira e Dr. Alan Jung Crocetta se pronunciar.

Adianta apenas que a causa morte atestada pela médica perita do Instituto Médico Legal – IML foi Asfixia Mecânica. Convictos estamos, como a transparência da cristalina água, que nenhum mal foi feito por ALISSON LUÍS ALVES a qualquer pessoa ou à sociedade para que fosse afastado deste mundo de maneira tão violenta.

Ele estava na praça, sozinho, a exemplo de outras vezes, apenas aguardando o horário para participar da missa na Igreja Matriz de Orleans”.

Confira o vídeo de homenagem neste link.

Sobre Alisson Luís Alves

Alisson Luís Alves, de 41 anos, era ex-professor de Educação Física e lecionou na Escola de Educação Básica Walter Holthausen, colégio mais antigo de Lauro Müller. Por conta disso, era bastante conhecido na cidade.

Nenhum Boletim de Ocorrência em desfavor de Alisson havia sido registrado até o momento, apenas por perda de documento. O fato repercutiu durante a semana, com inúmeras manifestações nas redes sociais em defesa de Alisson. O possível envolvimento dele em um crime chocou os lauromüllenses, que o viam como uma pessoa do bem.

Confira o que diz a Polícia Civil

Ao Portal Sul in Foco, a Polícia Civil informou que agiu em legítima defesa e que toda a abordagem, desde a primeira conversa, não durou mais que dois minutos, tendo tentativa de fuga, resistência e luta corporal. Além disso, garantiu que as câmeras registraram as cenas e comprovam esta versão.

O delegado regional de Polícia Civil de Criciúma, Vitor Bianco Júnior, conta que as imagens das câmeras foram analisadas e mostraram que Alisson derrubou um policial no chão, momento em que se iniciou luta corporal. Outro policial teria ido em socorro ao parceiro, que já estava lesionado e tinha sua arma exposta, fato também verificado pelas testemunhas, conforme a Polícia Civil.

Segundo ele, as testemunhas teriam procurado a Polícia Civil e indicado Alisson, resultando a abordagem. “É importante destacar que, além das testemunhas, existem imagens que demonstram a dinâmica dos fatos, sendo possível ver que os policiais agiram em legítima defesa, infelizmente terminando em uma fatalidade. Durante a agressão ao policial, a sua arma ficou exposta. Se ela tivesse sido alcançada, poderia ter tomado uma proporção ainda maior”, ressaltou.

O delegado regional também informou que as investigações contra Alisson, por suposta prática de crimes de cunho sexual, serão arquivadas. Mais detalhes a respeito destas diligências não foram divulgados. “Os procedimentos não vão mudar muito. Agora temos a causa da morte, que foi asfixia mecânica. Os depoimentos continuarão sendo tomados para verificar toda a situação e, ao final, o delegado irá relatar o inquérito e encaminhar ao Ministério Público”, disse.

Ele garantiu ainda que a apuração será feita com rigor e ressaltou que a Polícia Civil age visando o cumprimento da lei, treinando e capacitando os profissionais para garantir as boas práticas policiais. Ressaltou ainda que nenhum dos policiais envolvidos possui histórico violento ou reclamações, e já realizaram inúmeras prisões, operações, investigações e abordagens na carreira.

“Algumas circunstâncias precisam ser vistas, mas não houve intenção e tampouco excesso. Se houvesse, na hora que o policial estava sendo agredido, bastava sacar a arma, também seria legítima defesa de terceiro. Um policial estava sendo agredido e o outro foi ao auxílio dele. No caso, ele não atirou, fez uso progressivo da força, de acordo com as técnicas e procedimento operacional da Polícia Civil”, detalhou.

Sendo assim, os fatos seguem sendo investigados, testemunhas sendo ouvidas e, inclusive, sendo apurado se outros fatores poderiam ter corroborado para o óbito. O delegado de Orleans, Fernando Henrique Guzzi, sofreu fratura na costela e ficará afastado, pelo período de 30 dias, das atividades externas. O agente de Polícia Civil, que também atuou na abordagem, sofreu escoriações na mão, no ombro, no joelho e no cotovelo.

O delegado responsável por apurar as circunstâncias em torno do caso, Tulio Falcão, de Criciúma, também declarou que a Polícia Civil resolveu abordar Alisson após denúncia recebida por testemunha que se encontrava no local. “Em relação aos possíveis crimes [contra Alisson], não cabe mais investigar. Essas informações advieram durante as investigações para justificar a abordagem, mas há testemunhas dizendo que ele estava importunando adolescentes e até crianças no parque ali na Praça Celso Ramos”, disse.

 

 

Fonte: SulInfoco /Postada por Veroni Henrique

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