Deputado diz que movimento feminista quer tirar ‘direito da mulher poder ser assediada’

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O deputado estadual por Santa Catarina Jessé Lopes (PSL) entrou em uma polêmica, no último fim de semana, ao criticar o movimento feminista que pretende distribuir tatuagens que dizem “Não é Não” durante o Carnaval. A iniciativa visa combater o assédio durante a folia. Segundo o parlamentar, a campanha é extremista e quer tirar o “direito da mulher poder ser assediada”.

“Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas tirar direitos. Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada…). Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil.”

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O deputado classifica como assédio “no sentido que o próprio movimento generaliza (dar em cima), e não de atos agressivos e perturbantes”. Na visão de Lopes, homens e mulheres gostam de ser “assediados”. “Massageia o ego, mesmo que não se tenha interesse na pessoa que tomou a atitude”.

Além disso, o parlamentar acusa o movimento feminista de ser político-partidário. “Sempre que conquistam algo, irão procurar outra causa para defender, pois o movimento não pode parar, já que ele é um braço da revolução cultural socialista”. Ele também pediu para as mulheres não aderirem a campanha em Santa Catarina.

Jessé Lopes é um crítico do movimento feminista. Em outras postagens, o deputado disse que o movimento busca mais privilégios do que direitos. “O feminismo, ao contrário do que muitos pensam, só tirou direitos das mulheres: deixou-as menos cuidadosas com a aparência e imbecilizou o comportamento”.

Em outra publicação, o parlamentar acusa o movimento feminista de “transformar as coisas mais naturais e saudáveis das relações humanas em problemas”. “Namoro, paquera, cantadas. Tudo isso virou “assédio”. Para as feministas, a menina que se arruma para sair, com borboletas na barriga para ver o rapaz que lhe causa suspiros, está, em verdade, preparando-se para ser assediada. E se o rapaz então tomar a iniciativa, é estupro! Esse é o ponto que as coisas chegam, agora, com o tal movimento de libertação das mulheres”.

Lopes diz ainda que “as feministas e esquerdistas são as primeiras a elogiar políticas de desencarceramento que garantem passe livre a estupradores e aos verdadeiros assediadores”.

Fonte: Notisul

Por: Deivis W. Fernandes / RCNoticia