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Deputado Júlio Garcia (PSD), presidente da ALESC, foi preso ontem(19) na 2ª fase da Operação Alcatraz

O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Júlio Garcia (PSD), foi preso na manhã desta terça-feira (19) em Florianópolis, na segunda fase da Operação Alcatraz. A informação foi confirmada pelo advogado do deputado, Cesar Abreu, que afirmou que o mandado que prevê a prisão domiciliar do político foi cumprido.

No total, a segunda fase da Alcatraz cumpre 34 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão preventiva e nove de prisão temporária. As ações acontecem em Florianópolis, Biguaçu, Joinville e Xanxerê. A Polícia Federal não informou o nome dos detidos ou investigados. O caso está em sigilo, disse o órgão.

Por volta das 16h, a PF informou que 11 mandados de prisão preventiva e oito de prisão temporária, além de todos mandados de busca e apreensão, haviam sido cumpridos.

Todos os presos foram liberados para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ainda segundo a PF, um dos mandados de prisão temporária não foi cumprido “por causa das condições de saúde do investigado”.

Aos menos R$ 500 milhões teriam sido pagos pelo Governo para as principais empresas de tecnologia por cerca de 10 anos e a suspeita da PF é de de fraudes que ultrapassam R$ 50 milhões.

A segunda fase da operação, chamada de “Hemorragia”, tem como alvo uma suposta organização criminosa suspeita de corrupção, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro em Santa Catarina.

Garcia prestou esclarecimentos na sede da Polícia Federal e voltou para casa. Além do deputado, Jefferson Colombo, dono da empresa Apporti Soluções, foi preso preventivamente. A defesa do empresário confirmou a informação.

Segundo o chefe da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal do Estado, Rodrigo Muller, participavam do esquema integrantes de primeiro escalão do governo, como secretários, ex-secretários, ex-secretário-adjunto, ex-governador e membros do poder legislativo, mas há também servidores do núcleo tecnológico dessas secretarias.

O dinheiro dos processos licitatórios eram desviados, segundo a PF, por empresas de fachada, suspostamente de consultoria e sacado diretamente na boca de caixa para ser repartido aos integrantes da suposta organização criminosa.

A Polícia Federal, junto com Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal, já conseguiu recuperar cerca de R$ 20 milhões. Nesta fase, foram apreendidos carros de luxo, dinheiro e feito o sequestro de bens dos investigados.

Além de Garcia e Colombo, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) também foi citado nas investigações. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na casa do político nesta terça-feira e celular e documentos foram confiscados. Em nota, ele disse que “trata-se de um encaminhamento natural”.

“Vamos colaborar para que os fatos sejam esclarecidos. Minha vida publica sempre foi pautada por honestidade, transparência, diálogo e trabalho”, informou.

Valter Gallina, atual secretário de infraestrutura em Florianópolis e que já ocupou outros cargos públicos, também foi alvo de mandados. Em nota, Gallina informou que foi procurado pela investigação para auxiliar com informações, em razão da relevância de cargo ocupado no passado e que não há denúncia contra ele.

Fonte: G1 SC

Postado por: Gelson Padilha/RCNoticia

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