Semente misteriosa é analisada por laboratório de Goiás.

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Laboratório em Goiás deve analisar mais de 140 pacotes de sementes ‘misteriosas’ recebidas após compras pela internet

Sementes do exterior são avaliadas pelo laboratório de Defesa Agropecuária de Goiânia

O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiânia (LFDA) deve analisar 147 pacotes de sementes misteriosas que brasileiros receberam por correspondência junto com compras feitas pela internet. Segundo o do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a origem das embalagens é de países asiáticos, como China e Malásia.

De acordo com o ministério, moradores do Distrito Federal e de 17 estados afirmam ter recebido as sementes: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins.

Até este domingo (4), ainda não haviam sido divulgados os resultados das análises, que começaram na última segunda-feira (28).

De acordo com a pesquisadora do LFDA Roseli Chela Fenille, a maior parte dos pacotes ainda não chegou na capital goiana.

Todo o material está sendo enviado ao laboratório goiano para diagnóstico fitossanitário e identificação das espécies. O laboratório da capital foi escolhido pelo ministério por ser uma das unidades federais consideradas de referência no trabalho de diagnóstico vegetal.

Alerta

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e o Ministério da Agricultura alertam para os riscos da manipulação desses materiais ainda não identificados, como a possibilidade da entrada de pragas ou doenças que não existem ou estão erradicadas no país. O chefe de defesa agropecuária do Mapa em Goiás, André Brandão Alves, pede que as pessoas não abram, plantem ou joguem fora essas sementes.

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“O recebimento de materiais como sementes sem a devida identificação e solicitação podem levar a riscos como disseminação de pragas e introdução de espécie exóticas. Isso pode dizimar culturas e causar sérios danos na agricultura e meio ambiente. Essas embalagens podem estar contaminadas por vírus ou bactérias.

A própria semente também pode ter sido tratada por algum defensivo que possa ser prejudicial à saúde”, explica o pesquisador.

De acordo com o especialista, quem receber essas sementes deve levá-las para as unidades regionais da Agrodefesa ou diretamente à Superintendência Federal de Agricultura.

Ponte: Ministério da Agricultura

Por: Gelson Padilha/RCNOTICIA